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quarta-feira, 5 de março de 2008

De Onde Vem a Essência do Karatê

Uma lição para o mundo

Em 1957, Funakoshi tinha 89 anos de idade. Ele foi um professor de escola primária e um professor de Karate. Ele se mudou para o Japão em 1922 (o que não é um pequeno ato de coragem) e trouxe consigo o Karate, dando ao Japão algo de Okinawa com seu próprio jeito pacifista.


No processo, ele perdeu um filho, sua esposa, o prédio que seus alunos fizeram para ele, seu lar, e qualquer esperança de uma vida pacífica. Ele suportou uma Guerra Mundial que resultou em calamidade nacional, e ele treinou seus jove
ns amigos e conheceu suas famílias apenas para vê-los irem lutar e serem mortos pelas forças invencíveis dos Estados Unidos.


Ele viu o Japão queimar, ele viu os antigos templos e santuários serem totalmente aniquilados, ele viu bombardeiros enegrecerem o Sol, e ele viu como um pilar de fumaça negra subia de cada cidade no Japão e envenenava o ar que ele respirava. Ele viu o Japão cair da glória para uma nação miserável, dependendo de suprimentos de comida e roupas dos seus conquistadores. O cheiro da fumaça e o cheiro dos mortos, os berros daqueles que foram deixados para morrer lentamente, o cho
ro das mães que perderam seus filhos e esposas que nunca mais iriam ver seus maridos, o medo, o ruído ensurdecedor dos B-29's voando sobre sua cabeça aos milhares, os clarões como os de trovões por todo o país quando as bombas explodiam em áreas residenciais, os flashes de luz na escuridão, a espera no rádio para poder ouvir a voz do Imperador pela primeira vez, somente para anunciar a rendição, a humilhação de implorar comida aos soldados. Intermináveis funerais, famílias arruinadas e lares destruídos...

"Acho que começo a entender o que é um verdadeiro Tsuki (Soco)

Gichin Funakoshi"

A lição mais importante que ele nos ensinou está expressa na história do modo que ele passou pelo dojo principal de Jigoro Kano, o fundador do Judo. Caminhando pela rua, ele parou e fez uma pequena prece quando passou pelo Kodokan. E, se estivesse dirigindo um carro, ele tiraria seu chapéu quando passasse pelo Kodokan. Seus alunos não entenderam porque ele estaria rezando pelo sucesso do Judo. Ele explicou: "Eu não estou rezando pelo Judo. Eu estou oferecendo uma prece em respeito ao espírito de Jigoro Kano. Sem ele, eu não estaria aqui hoje".


Clique para ampliar! Gichin Funakoshi, o "Pai do Karate Moderno", faleceu no dia 26 de abril de 1957. No seu túmulo está gravada sua célebre frase: "Karate Ni Sente Nashi". O monumento (foto em baixo) está localizado no Templo Engakuji na cidade de Kamakura, Japão.

A Essência Esquecida do Karatê

Gigo, filho de Funakoshi

Muito se sabe sobre as origens do karate e de acordo com as informações escritas e até com as mais antigas, apenas pictóricas, somos levados a deduzir uma certa “arvore genealógica” por vezes adaptada a cada um dos recentes ramos da dita “arvore”.

Todos reclamamos que os nossos antepassados são os verdadeiros mestres, os que formam o “tronco”.
Ao longo do tempo muitos “ramos” se formaram e subdividiram, sempre acrescentando alguma particularidade na sua prática. Com a necessidade de afirmação/distinção perante os outros, todos foram exponenciando essas particularidades, todos foram “inventando” técnicas, todos foram acrescentando a sua “técnica de marca”, e colocando em segundo plano aquilo que é inerente a todos – a essência.

“A essência do Karate está nos kata” disse Mestre Gichin Funakoshi, mas também na cortesia, na humildade e globalmente no Budo. É preferido, no entanto, abordar a essência nos seus aspectos mais “terra a terra”.

A essência é o conjunto das “coisas” simples.

É o gestos/técnica natural livres de contracções descontroladas.

É a respiração natural.
É a empatia com o nosso parceiro.
É, isso sim, o saber agir…quando, como e onde.


Todas as técnicas são “boas” ou de nada servem, se não as soubermos aplicar…quando, como e onde.
“A técnica é tranformada em arte por quem a utiliza”, disse Mestre Gichin Funakoshi. Tão importante (ou mais) que a técnica em si, é o seu contributo á formação do seu utilizador, mas a panóplia de técnicas que aprendemos é apenas ferramenta na qual dispensamos , quiçá, demasiados recursos físicos e psicossomáticos na sua aprendizagem com menosprezo pela análise da essência.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

KYUSHO é a essência do Karatê


KYUSHO

Pode se dizer que Kyusho é o ato de traumatizar anatomicamente os pontos vulneráveis do corpo humano.

Para executar o karatê efetivo, é necessário aprender fundamentos de anatomia humana, fisiologia e primeiros socorros. Este conhecimento é chamado - kyusho. Foi mantido em segredo durante séculos. Inclui: posições de pontos vulneráveis, uso de própria armas de impacto e situação melhor para aplicar a técnica a algum ponto.

Se nós compararmos técnica de karatê com uma flexa, então kyusho é o veneno da flexa. Mestre Funakoshi conta que "golpes em explosões rápidas, extremamente precisas e que nunca erram os pontos vitais são a essência do Karatê."

Há 3 modos para traumatizar os pontos vitais: (1) impacto, (2) pressão e (3) estrangulamento. Como resultado, podem acontecer várias condições: dor, choque, perturbações respiratórias, paralisia temporária, forte torção, deslocamento de juntas, fratura de ossos e hemorragia interna.

Para mais detalhes sobre o Kyusho clique aqui