domingo, 12 de abril de 2009
Presidente da CBK confirma critério para convocação nas categorias 12/13 e 14/15 anos
Por: Oswaldo Bezerra às 18:24 0 comentários
Marcadores: CAMPEONATO BRASILEIRO, cbk, Edgar Ferraz
terça-feira, 17 de março de 2009
Karatê brasileiro: tristeza sem fim
Nomes como Juarez dos Santos, Carlos Lourenço e Vinicius dos Santos, respectivamente ouro, prata e bronze na disputa carioca, não contam mais com o auxílio de 1500 reais porque a CBK inscreveu, no Ministério do Esporte, o Pan específico da modalidade (disputado em maio de 2007, no México), como a disputa mais importante da temporada, preterindo os Jogos de julho - o problema é que, para a primeira competição, o Brasil mandou um time "B", deixando sua força máxima para os combates em solo nacional, onde alcançou sete pódios.
"Temos que considerar a competição mais importante aquela organizada pela entidade que nós somos filiados, a Panamerican Karate Federation. Não temos nada com a Odepa, responsável pelo Pan do Rio, que é filiada ao COB", afirmou o dirigente, que admite um erro, mas se exime de qualquer culpa. "Houve uma burrada na época, mas não da Confederação e sim dos técnicos (Geraldo de Paula e José Carlos de Oliveira)", emendou.
Ferraz vai ainda mais longe e afirma que esse foi um dos principais motivos que o fez substituir os treinadores da seleção brasileira no final do ano passado. "Fomos o único país que não participou do Pan do México com o seu time principal e agora começam a falar inverdades sobre mim por aí. Mas eu não podia me meter na decisão deles", justifica.
Procurado pela Gazeta Esportiva.Net para comentar o assunto, Geraldo ficou indignado com as acusações e rebateu o antigo chefe. "É típico dele (Edgar) este tipo de acusação, tirando o corpo fora. Na época, resolvemos montar uma seleção A e B para preservar nossos melhores atletas de lesões, pois o Pan do Rio era mais forte tecnicamente. Nos foi garantido de que não haveria problema nenhum, mas depois houve uma inabilidade política da Confederação para contornar essa situação e agora ele nos acusa", afirma.
Garantindo não estar arrependido de sua decisão de dividir os caratecas em dois grupos em 2007, Geraldo afirma que, se soubesse que isso prejudicaria os atletas, não teria o menor problema em mudar o planejamento. "Vínhamos de bons resultados em competições internacionais e nossos adversários estavam impressionados. Por isso, decidi adotar a estratégia de não participar do Pan do México. Porém, se o Edgar me falasse que essa decisão comprometeria os atletas, a gente teria feito o sacrifício. Mas não foi falado nada", assegura.
Através de um e-mail, ele, inclusive, provou que pediu demissão do cargo. "Sai por livre e espontânea vontade porque não concordava com a maneira como eles tratavam os técnicos e atletas. E não seria ético continuar lá discordando da situação. Só não fui antes porque atletas pediam para eu ficar", assegura, denominando a CBK como um "zero à esquerda" em termos de gestão.
Mais conseqüências - A falta de verbas decorrentes do cancelamento do Bolsa Atleta também impediu Juarez, Carlos e Vinícius de, mesmo classificados, disputar o Campeonato Mundial, realizado no Japão no ano passado - consequentemente, eles também não foram chamados para o treinamento do Pan deste ano, uma vez que os critérios exigiam ou a participação no Mundial ou o título brasileiro.
"Esses critérios foram uma decisão dos técnicos de agora e eu não posso ficar me metendo na decisão deles, pois não dá para ficar metendo essa parte política na parte técnica. Não sei o porquê esses atletas não foram para o Mundial, mas outros foram", afirmou Ferraz, lembrando que a CBK não possui recursos para auxiliar a todos e cada atleta deve buscar patrocinadores, sejam eles prefeituras ou o Bolsa Atleta.
Apesar de ter a sua última eleição contestada na Justiça, o presidente da CBK alega que tem feito tão bom trabalho que "apesar de sua vontade, nunca o deixaram sair do cargo", que ocupa desde 1992. Questionado se os medalhistas do Pan não podem fazer falta para o Brasil no Pan-americano de maio, programado para as Antilhas Holandesas, o dirigente foi direto: "Se fosse assim, o Pelé estaria jogando até hoje"
Por: Oswaldo Bezerra às 19:16 1 comentários
Marcadores: cbk, Edgar Ferraz
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Yoshihide Shinzato
Yoshihide Shinzato: * 15/03/1927 + 13/01/2008
O caratê brasileiro perdeu um grande mestre; a cidade de Santos um grande incentivador do esporte e cidadão. Este é o sentimento geral após a morte do mestre Yoshihide Shinzato, aos 80 anos, no último domingo, por falência múltipla dos órgãos. O corpo foi velado na Memorial Necrópole Ecumênica e enterrado nesta segunda-feira no Cemitério da Filosofia, no Saboó. O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, decretou luto oficial de três dias, de domingo até terça.
Shinzato deixa a esposa Tomi, oito filhos (cinco mulheres e três homens) e 15 netos. Ele alcançou o grau máximo do esporte, o 10º Dan, e era considerado como o principal divulgador do caratê no Brasil e América Latina. Nascido em Okinawa, no Japão, veio para o Brasil na década de 50 e em 1962 fundou em Santos sua primeira academia. O mestre transmitiu seus ensinamentos a cerca de 10 mil pessoas. O primogênito de Shinzato, Masahiro Shinzato, 57 anos, destacou a relação do mestre com a cidade. “Ele levou o nome de Santos a vários cantos do estado, do país e até para o exterior”.
Entre as diversas homenagens recebidas por Shinzato em Santos, estão o título de Cidadão Santista, concedido pela Câmara Municipal em 1983, e a medalha e o diploma de mérito José Bonifácio de Andrada e Silva, outorgada pela Prefeitura em março de 2007. Em julho do ano passado, o mestre também participou do revezamento da tocha pan-americana nas ruas da cidade.
Fonte: Instituto Criança Olímpica - Barretos/SP
Shihan Yoshihide Shinzato
By Edgar Ferraz
Presidente da Confederação Brasileira de Karate
É pouco provável que alguém que estivesse no porto de Santos, bem no início daquele já distante ano de 1954, notasse aquele pequeno jovem de semblante alegre e disposição envolvente em meio aos imigrantes que desembarcavam em nosso país. Seu nome: Yoshihide Shinzato. Trazia em seu íntimo o sonho de conhecer um país distante e desenvolver uma profícua vida como agricultor, pois conseguira superar os horrores da II Grande Guerra Mundial, o que segundo suas próprias palavras lhe ensinou a ver cada novo dia como uma vitória.
Pouco tempo depois, na festa de inauguração do Parque do Ibirapuera, em 25 de janeiro de 1954, em São Paulo, esse mesmo jovem encantava a multidão presente ao evento com suas habilidades em artes marciais, prenúncio do que estava por vir...
Poucos anos se passaram até se dar a inauguração de seu primeiro dojo, à rua General Câmara, em Santos. Seguiu-se a fundação da União Shorin Ryu Karatedo Brasil já nos anos 70 e, a partir de então, a onda do karate se alastrou pelo país e em torno da entidade.
Naturalmente ocorreu a superação das fronteiras nacionais, atingindo vários países da América do Sul e até outros continentes, dando origem à International Union of Shorin Ryu Karatedo.
A ressonância de seu trabalho levou-o ao reconhecimento pela World Karate Federation como 8°dan em 1998 e ao título de cidadão santista bem como a obtenção de diversas comendas, títulos e homenagens já em anos mais recentes.
Mas não devemos aqui nos restringir a uma série de fatos na vida do Sensei ; é nossa obrigação dar destaque ao fato de que aliava à capacidade técnica e ao grande conhecimento sobre artes marciais, uma doce e ingênua habilidade no trato com as pessoas, ao mesmo tempo em que as instruía com seriedade na disciplina severa que é necessária para que se possa evoluir na prática das artes marciais.
" Ele não foi apenas um instrutor de artes marciais, foi um formador de homens”.
Portanto, no momento em que Sensei Yoshihide Shinzato parte, nós devemos nos lembrar de quão bom foi conviver com ele, devemos nos deixar inspirar pela sua personalidade cheia de jovialidade, devemos nos nutrir de seu exemplo de energia e dedicação e devemos, sobretudo, valorizar o legado, a obra ímpar que edificou ao longo de seus oitenta anos de vida!
Vá com Deus, Sensei
Por: Oswaldo Bezerra às 10:09 0 comentários
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