domingo, 30 de agosto de 2009

As Línguas do Karatê Desportivo


Em um forun de discussão na internet foi posto em pauta uma dúvida sobre a infinita superioridade dos karatecas brasileiros da década de 70 e 80 em relação aos karatecas de hoje. Discussão a parte muitos dos participantes abandonaram a discussão simplesmente argumentado que o esporte daquela época é muito diferente do que é praticado hoje. Melhores ou não os karatecas daquela épeco tinham uma vantagem. Existia uma pirâmide com uma base sólida de karatecas desportivos que alçava em seu cume os melhores. Hoje a divisão no karatê não promove esta configuração.

Quando comparamos estas divisões temos que observar também as diversas regras do karatê desportvo existente no Brasil as quais podemos compará-las a diferentes idiomas. Assim sendo as regras do karatê aplicadas naquelas décadas seria a língua mãe. E hoje temos três linguagens diferentes e mais praticadas no Brasil. As regras do tradicional, as regras da Interestilos e a da WKF.

Neste sentido o site lançou a enquete qual esporte representa melhor a arte marcial karatê. Não foi de se espantar equivalência nas respostas. As regras da WKF apesar da ligeira vantagem na soma total das respostas não escondem o quão está dividido o Karatê desportivo brasileiro entre Tradicional, Interestilos e o pessoal ligado a CBK.

Tentativas feitas por órgãos governamentais e por particulares em reunir o karatê em um só novamente sempre se deu pela veia desportiva. O Governo do Piauí, do Ceará, do Pará e recentemente o de Pernambuco realizaram os campeonatos unificados. Eles não encontraram assim grandes dificuldades em realizar tal evento. Afinal de contas as línguas não eram assim tão diferentes.

O Governo do Pará o torneio Leão lançaram suas disputas no que acreditavam ser a língua universal equivalente ao que é o inglês hoje para o karatê: as regras do tradicional. Este fato comprovou que realmente não era um grande problema. Afinal todos os senseis hoje das academias que empregam o karate da WKF na sua vertente desportiva já lutou um dia nas regras do tradicional. Além disso, estes karatecas da CBK com a veia desportiva mais forte dos só bastavam adicionar mais pegada e base para acabarem por vencer estes torneios com as regras do Tradicional. É digno de nota que nem a poderosa família Machida foi párea para os desportistas da CBK em Belém do Pará, mesmo nas regras do Tradicional. Sem dúvida que se falando em esporte os karatecas da WKF são os que mais se aproximam do ideal de esporte de alto rendimento.

As regras do karatê interestilos também são muito similares as regras do tradicional, diferenciando pelo uso da incômoda máscara protetora facial. No último torneio de reunificação no Brasil que foi denominado de Campeonato Estadual unificado de Pernambuco as regras da interstilos só não foram usadas na categoria de adultos.

Contudo as últimas modificações promovidas pela WKF apontam para uma inviabilização no futuro para disputas em torneios unificados, isso por que as regras estão divergindo muito da língua mãe. Até mesmo karatecas do tradicional reclamam que as regras do tradicional estão divergentes das regras dos anos 70 e 80. Por um lado, se é impossível a reunificação do Karatê como um só, as divergências da linguagem do Karatê desportivo inviabilizará também, e em pouco tempo, que até mesmo os karatecas das diversas facções possam competir juntos outra vez.

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