segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Karatê desportivo requer mudanças

 

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A revista “Agito Rio” do publicitário Afonso Fontes foi fundada em 2005. É uma edição mensal que reuni tudo que há de melhor no Rio de Janeiro. Na sua última edição a revista destacou o Karatê, através de uma reportagem sobre Nathália Gabriela. Ela foi destaque na coluna de esportes, em uma matéria da colunista esportiva Christiana Araripe.

O Karatê não é um esporte frequentador usual da mídia. Por isso um destaque de uma atleta do Karatê é um feito muito mais louvável. Segundo a análise de Julian H. Forbes, famoso karateca americano e editor do site Karatê athlet, este é um dos vários motivos do Karatê não estar nas Olimpíadas. Na bela reportagem de Christiana Araripe na revista “Agito Rio” nota-se que a colunista não sabia é que nem  todo o prodígio da pequena notável Nathália a levará às Olimpíadas de 2016. O karatê ficou de fora das olimpíadas de 2016 em uma eleição. Existirá uma nova possibilidade, mas não antes de 2020.

Diga-se de passagem que a eleição foi no mínimo esquisita, uma vez que o Karatê obteve na primeira rodada votos suficientes para entrar nas Olimpíadas de 2016. O presidente do COI Jacques Rogge que pertenceu a equipe nacional de Rúgbi da Bélgica incitou as 14 pessoas da Comissão Executiva do COI a votar nos dois esportes vencedores, apesar de seu auto-afastamento em 9 de outubro, teve seu trabalho feito em agosto, quando a Comissão Executiva seguiu seus desejos.

Sobre a eleição, onde por mágica, dois votos para o karatê sumiram na segunda rodada de votação, o COI se recusa a comentar sobre estas questões, apesar das diversas tentativas de karatecas de todo o mundo.

Mesmo assim devemos reconhecer que o karatê como esporte deixa a desejar, por vários motivos, sendo um deles a falta de cobertura da mídia. Julian H. Forbes comenta que o motivo da mídia fugir da cobertura de nosso esporte é, francamente, a forma de como a nossa competição é estruturada seja nas regras Tradicional, Inter estilos ou as já consagradas e mundialmente aceitas regras WKF.

Talvez o público karateca não perceba, por estar embebido pela beleza da arte marcial que pratica, mas para o público leigo é incrivelmente chato de assistir!! Imagine que você é um caminhoneiro de meia idade, sentado em casa com uma cerveja e um controle remoto, passando por canais de TV.

De repente você entra no canal do Karatê: você vê dois rapazes que se enfrentando, então de repente eles se reúnem uma vez, depois de jogar um pouco mas "você não pode tocar em mim", a luta é interrompida, alguns japoneses resmungam comentários e luzes vão a um placar eletrônico, e de novo, comentado por um japonês.

Quando recomeça a luta os dois lutadores continuam de onde pararam. A tentação de mudar de canal e assistir uma corrida de Fórmula 1 é grande. Imagine uma competição dramática nas ruas de Mônaco. Claro que ao mesmo tempo você é bombardeado por mensagens subliminares dos patrocinadores, algo que a mídia e os patrocinadores adoram.

"Ah, mas o Golf é muito chato!", você pode dizer. Não é para jogadores de golfe e além disso tem bonita paisagem, porém o mais importante, é fácil de se acompanhar! Diferente do Karatê que quer você esteja na arquibancada ou na frente da TV você não faz a mínima idéia do que está acontecendo lá dentro.

O caminhoneiro que assiste ao golfe pode alegremente acompanhar a ação. Isso é fundamental! Se você não consegue acompanhar o que está acontecendo, você não pode nem começar a ver. Pior, você simplesmente não vai desenvolver o interesse em continuar assistindo. Coisas simples - o senso comum.

Qual a solução? Fazer alterações em nosso esporte, para torná-lo mais emocionante de assistir e mais fácil de seguir para o público em geral! O fórum brasileiro de Karatê o Karateca.net abriu uma discussão sobre este assunto, com um título muito sugestivo “COMPETIÇÃO DE KARATÊ - O VENENO TAMBÉM PODE SER A CURA”.

 

2 comentários:

Raimundo Sampaio disse...

Pois é, infelizmente nosso karate não está nas olímpiadas. Esta matéria foi feita antes da notícia que nosso querido esporte não estaría nas olímpiadas de 2016. Como a do outro prodígio do JJ brasileiro também não estará. Mas continuaremos tentando, quem sabe um dia Nathália, Jade, Larissa e muitos outros veram seus netos participarem em uma Olimpida, como atletas de karate é lógico!!!
Mas uma vez obrigada pela oportunidade e estar e seu site caros amigos! Vlw!!

visitante disse...

Sinceramente, ainda não consegui me decidir se o karate NÃO estar nas olimpíadas é um fato benéfico ou maléfico... O meu lado que preza a arte marcial, o Budo, acha que quanto menos "esporte de competição" o karate for, melhor... mais afastado de politicagens esportivas e administradores que muitas vezes nem karatecas são, e só visam o status, poder e dinheiro que estar à frente de uma federação esportiva trás...
Mas o meu lado que quer ver atletas podendo viver e oferecer um conforto as suas famílias apenas com karate, a multiplicação dos praticantes e as melhores condições para os dojos e professores, o lado que vibra quando vê o judo, mesmo desfigurado e totalmente desprovido do espirito de BUDO, aparecer no sportv e band, esse lado fica triste pela ausência do karate nas olimpíadas.

uma coisa é certa, ESPORTE dito "marcial", como é desenvolvido hoje, seja no judo, karate ou mesmo o JiuJitsu é um caminho sem volta para o enfraquecimento da lado ARTE marcial, do budo, do engrandecimento do espírito, moral e princípios que um guerreiro deve ter.

André Farkatt
(leia o bubishi.net )

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