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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A Mistura das Artes Marciais


Ao longo dos séculos muitos estilos diferentes de combate foram evoluindo em diferentes cantos do mundo. Diversos estilos de Karatê, Judô, Jiu-Jitsu, Tae Kwon Do, luta, boxe, kickboxing, e talvez outras variantes menos familiares, como Sambo e Capoeira, que você possa reconhecê-la se for viajado. Mixed Martial Arts (MMA), derradeiro combate ou luta extrema surgiu como uma competição para ver qual estilo iria ganhar se você atirou-os todos na mesma competição.


Os americanos achavam que este tipo de disputa seria facilmente ganha por eles a final possuiam os melhores boxeadores do mundo. O resultado, por sinal, foi muitas vezes mais Jiu-Jitsu brasileiro - os boxer´s acabariam por acertar alguns bons golpes mas sempre acabavam por cair em golpes de estrangulamento do BJJ (brazilian jiu jitsu), um arm lock e dada a opção entre desistir ou ter seu cotovelo quebrado. Se você está no Sherdog ou outro site testosterona carregadas de MMA e fóruns de discussão, você verá "Rickson Gracie proeminente. Nos últimos anos, devido em grande parte aos promotores do UFC (Ultimate Fighter ) tem realmente tomado em segurar americanos em evidência.


Nos velhos tempos cada lutador era um especialista em um estilo particular. Hoje em dia a ser um bom lutador precisa ter conhecimentos gerais de luta. O vídeo a seguir mostra um MMA de luta de Kung-fu contra Yoga (yoga é também arte marcial?). Aqui é realmente um pequeno vídeo de uma manobra absurda chamada de "voar armbar". Não tente isso em casa. 


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Kung fu tem torneio alternativo, show turístico e medalha virtual brasileira em Pequim

Kung Fu é sucesso de público na China

Rodrigo Bertolotto
Em Pequim (China)

Se o lobby chinês tivesse funcionado e o kung fu estivesse no programa olímpico, o Brasil já teria garantido mais bronze para sua coleção. Mas o esporte mais chinês de todos ficou apenas com um "torneio afiliado" aos Jogos, afinal, o COI (Comitê Olímpico Internacional) não quer mais esporte de exibição dentro do maior evento esportivo do mundo.

O medalhista seria Emerson Almeida, que ganha a vida consertando TVs e aparelhos de som em Cordeirópolis (SP). "Já avisei os clientes que os consertos vão demorar um pouco mais, mas coloquei meu pai para tocar a assistência técnica", disse o lutador que bateu o romeno Eugen Preda nas quartas-de-final com pernadas, agarrões e sopapos.

Os lutadores têm à disposição toda a infra-estrutura dos Jogos: dormem na Vila Olímpica, usam transporte oficial e credencial, suas lutas são noticiadas nos informativos oficiais e têm transmissão ao vivo pela TV chinesa. Almeida só não recebe o uniforme da delegação brasileira, que é responsabilidade do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que não contribuiu para a vinda do kung fu a Pequim - as passagens foram todas bancadas pelos chineses para garantir o quorum de 128 atletas de 43 países diferentes.

O kung fu acontece no mesmo ginásio que foi palco dos jogos de handebol. Por isso, tem toda a decoração com as inscrições "Beijing 2008", centenas de voluntários e todas as instalações "de nível olímpico".

Apesar de sua história milenar e de ficar muito famoso depois do sucesso dos filmes de Bruce Lee, Jackie Chan e Jet Li, a organização do kung fu foi tardia, com a fundação de seu federação internacional em 1990. Quatro anos depois, o COI deu sua chancela à modalidade, mas, apesar de ter entidades em 119 países de cinco continentes, não tem chances de entrar para a enxuta Olimpíada, que tem de dar lucro com seus por volta de 10.000 atletas.

Além disso, o kung fu enfrenta o obstáculo de esportes aparentados já estarem no programa. Os vizinhos japoneses conseguiram incluir o judô, enquanto os coreanos foram bem sucedidos com o taekwondo.

Sua versão de combate, o sanshou usa até o vocabulário do boxe. "Joga um cruzadinho. Quando ele vier, mete um upper. Finta e dá um direto no estômago. Vai para o meio do ringue, clincha e não deixe ele dar jab", gritava o técnico Marcus Vinicius Alves durante a luta de seus pupilos. Na luta de kung fu, porém, o atleta pontua também com chutes, empurrando o rival para fora e derrubando no tablado.

Em sua versão artística, o taolu, a modalidade se assemelha a uma ginástica com armas. Os praticantes fazem uma rotina de movimentos obrigatórios e livres. E são julgados pela perfeição técnica e grau de dificuldade. No torneio de Pequim, há nove disputas, algumas com espadas, outras lanças e também com música. Adriano Silva foi o representante nacional, mas ficou longe do pódio (oficial da Olimpíada, mesmo sem contar medalha para o quadro oficial).

A terceira e última integrante foi Ariana Ortega, de Campinas, que perdeu em sua primeira luta para a iraniana Younarti Dehghani, que lutou toda coberta. "É a primeira vez que lutei com uma garota vestida assim, mas não dá para tirar vantagem disso. E ela era a favorita mesmo, porque o Irã é forte na luta", admite Ariana, que dá aulas da arte marcial para viver.

Os lutadores de kung fu são profissionais na Rússia, Irã e China, onde acontecem torneios com prêmios generosos, cachês polpudos e televisionamento. A diferença é que o combatente também pode dar joelhadas e não usa colete ou capacete de proteção. Emerson já participou de uma competição dessas e pagou US$ 3.000. Ele planeja partir para essa vida lucrativa da porradaria em 2010, depois de se formar em Educação Física por faculdade de Araras (SP). "Estou enfrentando aqui muito cara profissional. Já estou no nível deles", assegura o brasileiro, que ficará na China com o time brasileiro treinando e competindo.

Além do torneio, o kung fu é também tema de show turístico em Pequim. O musical "The Legend of Kung Fu" está em cartaz há meses com duas sessões diárias e um auditório cheio de visitantes querendo ver os acrobáticos golpes a que só assistiram antes nos filmes de porrada. Belgas, ingleses, franceses e norte-americanos chegaram em ônibus de agências e tiraram fotos com os atores vestidos de mestres e discípulos do templo Shaolin.

A superprodução tem efeitos especiais (atores "voando" içados por cabos, desaparecendo em alçapões, muito gelo seco e explosões), um elenco que dubla as falas em inglês e mandarim e números de técnica e força, como arrebentar tijolos, pedras e paus com socos. O enredo conta a história de um menino que vence o medo, descobre as forças vitais, vira discípulo de um mestre e depois o sucede - só um pretexto para cenas e mais cenas de piruetas e chutes coreografados.

O teatro estava com metade dos acentos ocupados, talvez pelo preço salgado dos ingressos (até US$ 120). Já o ginásio do torneio afiliado aos Jogos estava abarrotado, como muita disputa oficial olímpica não estava em Pequim. Mas os chineses descobriram que não podem ter tudo - como os ingleses não conseguiriam incluir o críquete em Londres-2012, nem os brasileiros poderiam somar o futsal na hipotética Olimpíada do Rio em 2016.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O Poder na Ponta dos Dedos



Alguns estilos de Kung fu se valem do uso dos dedos par aplicação de golpes. A garça azul (hao) é um estilo baseado em métodos e técnicas para fortalecer os tendões. Ele enfatiza o equilíbrio, o trabalho dos pés complexo e rápido, e um único movimento do punho chamado o bico da garça, no qual todos os dedos se unem na ponta para aplicar ações de bicar. A marca registrada do estilo garça azul é sua postura de uma perna e um punho muito alongado (chang ch'uan).

Além destas técnicas, a garça aul também usa um punho curto (tuan ch'uan), técnicas de armadilha com o pulso e uma variedade de chutes. O estilo do leopardo (pao) desenvolve poder, velocidade e força, especialmente na parte inferior do corpo. O método do leopardo exibe golpes penetrantes e rápidos e uma atitude mental feroz.


A serpente (she) é talvez o aspecto mais interpretado dos cinco animais (wu-chia ch'uan), já que desenvolve a misteriosa energia intrínseca chamada ch'i. O estilo em si realça a elasticidade dos tendões e ligamentos, flexibilidade, movimentos diagonais defensivos e ofensivos e ataques velozes com os dedos.

A mão da serpente usa às vezes dois dedos (o do meio e o indicador) ou os quatro dedos (que é o mais usado). O ataque com os dedos são aplicados nas partes moles do corpo do adversário, com movimentos circulares que açoitam, golpeiam de leve e saltam.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O Soco de Uma Polegada


Este vídeo é um documentário interessante sobre o "soco de uma polegada". Diferentemente, este é o único soco onde são utilizadas duas juntas em um punho de maneira vertical. É conhecida como técnica "Fa Jin".

O soco de uma polegada é uma técnica das artes marciais chinesas, que foi popularizado pelo Jeet Kune Do, criado por Bruce Lee. Acredita-se que esta técnica venha do estilo de Kung Fu, Wing Chun, entretanto, está atualmente difundida em muitos outros estilos de artes marciais chinesas do sul.

Em regra geral, as artes marciais chinesas do sul confiam na maior parte em suas técnicas com as mãos em ataques bem próximos (ao contrário dos estilos do norte que focalizam mais em técnicas de média e longa distância).

Os lutadores dos estilos do sul lutavam frequentemente o cara a cara com seus oponentes, por isso, tiveram que criar uma maneira simples e prática de distribuir golpes curtos e rápidos. O soco de uma polegada é uma habilidade que usa o fa jing (traduzido como "o poder explosivo") para gerar quantidades tremendas de força de impacto em distâncias extremamente próximas.

Ao executar o soco de uma polegada, o executante deverá estar com seu punho muito perto do alvo (a distância depende da habilidade do executante, geralmente de 0-6 polegadas). " Então em um estouro explosivo de energia, os pés enraizam, o quadril encaixa, os ombros expandem e o braço estende até o alvo. É crucial que o movimento inteiro do corpo seja uníssono, ou o poder de explosão será limitado.

O alvo varia em determinadas demonstrações. Às vezes, um voluntário segura uma lista telefônica na altura do peito, outras vezes, placas de madeira podem ser quebradas. O soco de uma polegada foi trazido ao conhecimento popular no ocidente por Bruce Lee, quando demonstrou a técnica durante Torneio Internacional de Karatê de Long Beach.