
Como não falar em injustiça quando lembramos que o karatê não foi incluído nas olimpíadas. Agora restam as karatecas uma opção para ganhar uma medalha olímpica: o boxe. É assim que a karateka do estilo Shotokan Duda Yankovich leva sua vida desportiva. Ela, depois de naturalizada brasileira conseguiu se tornar a primeira barsileira campeã mundial de boxe. Mas o boxe também já teve seus momentos de injustiça e acabou somente agora com o anúncio do COI da entrada do boxe feminino nas Olimpíadas de 2012.
Peter Hamlyn, consultor neurocirurgião, disse ao Telegraph Sport na quinta-feira: "Os riscos médico associados com as mulheres boxe não são mais graves do que qualquer homem do boxe. Não existem estatísticas médicas para dizer que boxe feminino não é tão seguro. Não há dados suficientes, e não posso ver razões fisiológicas para dizer que seria mais perigoso.
A única diferença são as lesões nos seios, mas não vejo isso como um grande problema, porque não é um lugar comum para se acertar, além de se poder usar um protetor especial como no Karatê por exemplo. Não posso ver a lógica de que não devemos permitir que as mulheres lutassem. No caso do rugby as suas lesões são as mesmas que os do sexo masculino. Couch acrescentou: "Haverá montes de pessoas PONTIFICANDO que não deveria acontecer, porque em sua percepção as mulheres não devem ser de tal desporto. Você ainda pode ser feminina lutar, quem não se lembra da super feminina e bela Gina Carano que luta no MMA. S
"Esperamos, no entanto, que este movimento do COI assinale um passo importante no sentido mais amplo da igualdade entre os sexos nas Olimpíadas como há ainda um longo caminho a percorrer. 165 medalhas em Pequim foram disponibilizadas aos homens versus 127 para mulheres. Se estamos a alcançar um justo equitativo, os números devem ser iguais".


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