
Fonte: Jornal Extra
O superintendente de esportes olímpicos do Vasco da Gama Bruno Carvalho explicou que o clube não tem condições de manter o Karatê no momento, mas disse que a intenção é trazer a modalidade de volta.
— Dependendo do que for acertado com o novo patrocinador do clube, os queremos aqui, sem dúvida , afirmou.
No dia 25 de julho de 2007, o karateca Juarez Santos, nascido em Duque de Caxias, conquistava o primeiro ouro do Brasil na modalidade, no Pan do Rio. O triunfo foi em cima do venezuelano Mario Toro na categoria +80kg, no Miécimo da Silva. Dois anos depois, assim como Pedro Lima, Juarez não tem muito que festejar.
Além de não ter patrocínio, no começo do mês o campeão (e a forte equipe de karatê que treinava em São Januário) foi dispensado pelo Vasco, sem condições de arcar com os gastos.
— Nós ficamos uma semana sem chão para treinar. Foi quando conseguimos abrigo na Vila Olímpica da Mangueira e na Unisuam, onde faço faculdade. Foi a salvação — explica Juarez, que tem dois filhos.
No malabarismo para viver do esporte, Juarez se reveza como atendente num órgão público, e dá aulas de caratê na Igreja Universal de Nova Campina, em Duque de Caxias, onde recebe de R$5 a R$10 por mês dos pais que podem pagar.
Ontem, Juarez respirou aliviado ao garantir a participação nos Jogos Mundiais, que serão disputados no fim do mês.
— Só consegui comprar a passagem com ajuda de vaquinhas. A salvação veio de algumas pessoas de Brasília, que me apoiaram — diz ele, contando que teve a Bolsa-Atleta cortada por regras da Confederação Brasileira de Karatê que beneficiaram medalhistas de outros torneios.


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