segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ewerton Teixeira: convite para o K1


Texeira vencendo a final

O título mundial de karatê, até 2011, é do Brasil. Ewerton Teixeira venceu o "9º Campeonato Mundial Kyokushin", em Tóquio, no fim do ano passado. Contra o tcheco Jan Soukup, e não um japonês como se poderia pensar ser um dos melhores da modalidade, o brasileiro diz não ter tido muitas dificuldades para derrotar o adversário e conquistar o troféu de melhor do mundo. Com isso, os holofotes e convites para outras lutas imediatamente caíram sobre Teixeira.

"Recebi o convite para disputar o K1, que é muito diferente do Kyokushin por poder bater no rosto, briga de rua mesmo; mas estou pensando. Preciso conversar com meu mestre, que é contra porque diz que não é igual ao karatê por não formar o caráter. A proposta é tentadora, mas não sei", disse ele ao São Paulo Shimbun.

Caso aceite o convite do desafio das 100 lutas, que ao contrário do karatê não tem parada, é uma atrás da outra, Ewerton Teixeira terá que se mudar para o Japão, cujos costumes e culinária não são problemas.Se depender do inspirador Francisco Filho, primeiro estrangeiro a vencer o Kyokushin no Japão, onde é ídolo e disputou o K1; o atual campeão tem tudo para fazer uma carreira internacional.

Para chegar até o posto de campeão, Teixeira, aos 25 anos, dedicou-se muito, desde criança. Incentivado pelo pai, que também treinou karatê até ser campeão paulista, ele parou por 3 anos na fase da conturbada adolescência, mas voltou com tudo.

"Essa é a primeira vez que disputei o Mundial Aberto. Treinava o dia inteiro, bem específico para a luta. Do Brasil, foram 14 pessoas. Só o Eduardo Tanaka, que ficou em 7º lugar, e eu terminamos em posições", contou o campeão, que lutou com confiança e, "no íntimo", sabia que poderia trazer o título para o Brasil.


Fonte: São Paulo-Shimbum

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