sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Não é só no Brasil onde ocorre a "A Guerra das Federações"

Brazão, pioneiro do Karatê em Cabo Verde


Pelo jeito não é só no Brasil onde ocorrem os desentendimentos por causas de multiplicidades de Federações. Em Cabo Verde país que também fala português, houve o reconhecimento oficial, pelo órgão governamental ligado ao esporte, de uma Federavão tida como não muito séria, como a representandte do Karatê, em detrimento a uma relamente ligada ao Karate. Veja a confusão a seguir.




O reconhecimento da Federação Cabo-verdiana de Artes Marciais (FCAM) por parte da Direcção-geral dos Desportos (DGD) mexeu com o silêncio da Federação Cabo-verdiana de Karaté, FCK, que estava a crer que essa coexistência, um dos factores da quezilha entre as duas federações, poderia vir a ser gerida de uma outra forma - a mais suave possível. Entretanto, a posição da DGD "só veio a aumentar o clima de tensão entre as partes". Segundo José António Brazão, um pioneiro, observador e praticante do Karatê, a posição do director-geral do Desportos, Inácio Carvalho, é estranha. "Ele meteu os pés pelas mãos quando demonstrou a sua posição pessoal ao reconhecer a FCAM, em detrimento da FCK. É grave, mas muito grave quando, aparece na comunicação social, o director-geral dos Desportos a demonstrar claramente a sua posição face a essa coexistência e a desempenhar o papel de tribunal, quando ele mesmo afirma que vai remeter o caso ao Ministério Público", disse.





Considera Brazão que a DGD devia ser um mediador entre as partes, e não um factor de discórdia e de impulso ao asfixiamento do Karaté. "Ao invés de criar um clima favorável, evitar conflitos entre as partes e proporcionar o desenvolvimento do Karaté, ele lança uma autêntica bomba a seu gosto, deixando confusa a opinião pública cabo-verdiana", disse.





José António Brazão entende que Inácio Carvalho só pode ter sofrido pressão para tomar tal decisão. "Acreditamos que haja pressão e questões políticas por detrás disso tudo, porque o Inácio demonstrou que há pressão, não sabemos de onde, mas creio que há pessoas competentes e capazes de analisarem a situação e chegarem à conclusão de que tudo isso não passa de um complô para acabar com a modalidade", afirmou o observador e praticante de Karaté, confiante de que o Ministério Público saberá tomar a melhor decisão após a análise do caso e que os ventos sejam favoráveis à FCK.





António Brazão questiona ainda a representatividade da FCAM, tendo em conta que todas as modalidades desportivas têm a sua federação e garante que mesmo com esta tentativa de "assassinato ao Karaté" a FCK vai continuar firme, a desenvolver as suas actividades a nível nacional e a marcar presença nas provas internacionais, cujos convites não têm faltado. Exemplo disso é a participação da FCK no Campeonato de África a ter lugar em Agosto. Apesar da DGD ter declarado a sua posição a FCK já está envidar esforços junto dos parceiros para arrecadação de meios financeiros, de modo a garantir a presença dos atletas cabo-verdianos.





A FCK, assegura Brazão, é reconhecida a nível internacional e não há como acabar com a Federação, sendo portadora da razão. Defende finalmente o desportista que é preciso esclarecer a opinião pública, sobretudo a dos praticantes do Karaté.

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